sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O ÚLTIMO ENCONTRO

Passaram-se alguns meses e Polyanna tinha sido acolhida de tal forma pela família de Adalberto que não conseguia se soltar,não queria se soltar;e o sexo com ele? Nossa! Era alucinante, mas não dava para se prender, não nesse momento. Adalberto percebia que a partida era iminente e então tentava aproveitar cada segundo. Certo sábado ensolarado, ele resolveu fazer uma surpresa e então levou-a para um almoço em Paquetá, ela adorava Paquetá, parecia uma criança enquanto atravessavam a Baia da Guanabara. Ao chegarem na Ilha, procuraram um restaurante aconchegante, perto das barcas mesmo, pediram um prato leve, um peixe grelhado com salada, um vinho branco maravilhoso e saíram para dar uma volta pela ilha. Enquanto Adalberto alugava as bicicletas, ela olhava alguns bordados do outro lado da rua, ao se virar, percebeu que ele estava num papo bem animado com o rapaz e quando se aproximou o assunto terminou: - Vamos lá? – Disse ele, esboçando um leve sorriso. - Vamos. Saíram pedalando pela ilha em silêncio, Polyanna estava encantada; todas as vezes que ia até lá, parecia a primeira vez e Adalberto se encantava com o brilho naquele olhar mas ao mesmo tempo se perguntava por qual motivo ela gostava tanto de lá,que recordações a ilha trazia para ela? Ele não resistiu e perguntou: - Por que gosta tanto de Paquetá? – Perguntou ele enquanto paravam a bicicleta dentro do parque que os levaria até o mirante. - Porque acho a ilha encantadora, não tem carros, a qualidade de vida é excelente, vive-se bem e nos dá a sensação de ter saído do Rio de Janeiro.- Ele não se deu por satisfeito e continuou interpelando enquanto ela fingia não ouvir, já estavam no mirante e Polyanna só pensava o quão delicioso seria transar ali, e então se lembrou que alguém com quem ela não tinha um relacionamento tentava insistentemente discutir relação. Foi então que para não estragar o passeio ela ainda admirando a vista respondeu: - Já está tarde,não conseguiremos curtir a ilha.- Disse ela com o olhar perdido no mar, Adalberto percebeu que havia pisado na bola e encostando o corpo no dela sussurrou em seu ouvido: - Dormiremos aqui e poderemos aproveitar a ilha e você será minha guia.- Polyanna não esboçou nenhuma reação, só queria que o dia terminasse. Encaminharam-se em silêncio, o parque já iria fechar, Adalberto conduziu-a para uma pousada bem aconchegante, o quarto era simples e confortável.Polyanna permanecia que permanecia em silêncio, pegou uma toalha e dirigiu-se para o banho. Ele não sabia o que fazer para reverter o estrago, resolveu então entrar no banheiro e pedir desculpas, e ao abrir a porta do box, percorreu com os olhos o caminho que a agua trilhava naquele corpo e o desejo era indisfarçável; mais que depressa arrancou a roupa e agarrou-a com força em baixo do chuveiro e beijou aqueles lábios como quem procura agua no deserto. Entre apertos, arranhões, sussurros e gemidos, encostou-a na parede de modo que ela não pudesse escapar, apertava com força sua cintura enquanto erguia seu corpo, ela, que não se fez de rogada, entrelaçou as pernas em sua cintura e ele entendeu o recado. Penetrou-a com força e Polyanna cravou suas unhas nas costas dele que a essa altura se controlava para não explodir de prazer. Adalberto dava estocadas fortes, arrancando gritos de prazer e quando sentiu que ela não aguentaria mais, se permitiu chegar ao ponto alto do momento. Mesmo estando em baixo do chuveiro, o calor era forte; lutando para se equilibrar, permaneceram ali, encaixados e antes de mais um beijo quente, Adalberto sussurrou em seu ouvido: - Me desculpe. – Ela não teve tempo de responder, foi beijada com sofreguidão.- Ele começou então a ensaboar seu corpo vagarosamente e ela se permitia a cada sensação... Saíram do banho e antes que ele pedisse o jantar, transaram alucinados novamente. O dia amanheceu, saíram logo após o café e passaram numa lanchonete para não interromperem o passeio; ela era a guia turística do dia e ele não interferiria em nada, o dia era dela, para ela. - Vamos a praia da Moreninha.- Disse ela, ao descerem da bicicleta na beira do mar e seguiu para um canto da praia deixando-o para trás. Adalberto seguiu-a por um caminho estreito e subiram uma grande pedra que não permitia ver o que vinha depois. No alto, no meio da pedra havia um buraco e Polyanna já havia passado; Adalberto seguiu meio receoso, pensando em como atravessaria por ali, mas conseguiu. Do outro lado, Polyanna já havia estendido um pano, comprado na lojinha em frente ao bicicletário no dia anterior e já estava sentada sobre ele admirando o mar. Ele ficou de pé, sem fôlego com a vista, não queria imaginar como ela conhecia aquele lugar tão escondido e por motivos óbvios não perguntaria. Ela estendeu as mãos sem olhar para trás e puxou-o de modo que pudesse sentar. Ele encaixou-se em suas costas e apoiou seu queixo por sobre os ombros dela e entre um suspiro e outro, mordia-lhe o lóbulo da orelha e beijava-lhe o pescoço. Por mais que ela se esforçasse para olhar a vista, entre uma carícia e outra, seus olhos se fechavam involuntariamente, não resistiu, virou-se vagarosamente e beijou-lhe os lábios com ternura. Adalberto deitou seu corpo sobre o dela e depois de muitas trocas de carinho, abriu sua calça, seu membro não cabia mais ali de tão duro, sem desgrudar os lábios dos dela, levantou seu vestido e nem se deu ao trabalho de tirar sua calcinha, afastou-a para o lado e ao ritmo do mar, penetrou-a profundamente. Chegaram ao ápice do ato e prazer foi indescritível; enquanto ele tentava se refazer, ela sinalizava querer mais. Deitou-se sobre ele e deslizou seu corpo sobre o dele, alojando-se por entre as pernas e tocando em sua parte mais sensível, não resistiu, queria senti-lo crescer em sua boca. Sugou, lambeu, beijou e gemeu de prazer ao sentir a evolução em sua boca, tirou a calcinha, não queria barreiras, ela queria mais, Adalberto com os olhos cerrados, gemia absurdamente, era inacreditável o prazer proporcionado por ela. Ele não pode perceber o momento em que ela tirava a peça minúscula que usava por baixo do vestido, só sentiu o momento em que ela se sentou sobre ele, fazendo desaparecer todo o membro; Adalberto se contorcia de prazer e o som do mar embalava cada momento, ela sabia como dar prazer e cada transa era diferente da outra, não havia como prever sensações; Polyanna quicava em seu colo, cavalgava com gosto e rebolava ao mesmo tempo, e gemia enlouquecidamente. Adalberto moveu-se rapidamente e colocou-a de quatro, penetrando com força fazendo Polyanna gritar de prazer e querer mais. Ele apertava sua cintura com força, puxando para si e ela rebolava sem parar; Adalberto estava enlouquecido de prazer e agarrou em seus cabelos, como se quisesse dominar, controlar seus movimentos, seu próprio prazer... ... Era incontrolável, o prazer máximo se aproximava, Polyanna gritava como uma loba e Adalberto também não resistiu por muito tempo, urrava de prazer e caíram suados sobre o tecido que a essa altura estava cheio de areia. Transaram várias vezes, até que se lembraram de comer, trocaram carícias e transaram mais e mais, até que o horário da última barca se aproximou. Embarcaram e nunca mais se reencontraram, ela se assustara com a sintonia dos dois, não estava preparada para um relacionamento com outro homem que colecionava namoradas, trocou o número do telefone, era essa a melhor hora de sair de cena e ficar somente a deliciosa lembrança.

2 comentários:

  1. Interessante, porém não entendi a lógica , citada que o meio corrompe o individuo.Também achei que faltou riqueza de detalhes antes do sexo e no ato do sexo.
    Mais está no caminho

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  2. Temos um leitor crítico, isso é bom!Vamos lá, quanto a citação de Rousseau,ela faz total sentido se você perceber que os textos são sequenciais, já em relação a detalhes,acatarei sua sugestão, mas se parto do principio de que sua imaginação deve ser aguçada, não devo fazer o trabalho pra você. A idéia é essa,faltar sempre alguma coisa e a sua imaginação dará conta do restanto, mas farei uma análise mais detalhada nos próximos textos. Sugiro que leia desde o início, fará mais sentido.E saiba,sua colaboração é de suma importância;Polyanna está se descobrindo.

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