quarta-feira, 31 de julho de 2013

AMOR COM AMOR,SE PAGA?

Escrevo este texto inicial, para comprovar a tese de Jean Jacques Rousseau, de que todo ser humano nasce bom, a sociedade é que nos corrompe. Não, também não é um blog com intuito acadêmico, mas de histórias picantes, são narrativas calientes de uma menina (in) decente. Porém, precisamos entender que tudo tem um início, um meio... Espero que se deliciem com as histórias de Polyanna!!

Conheci Adalberto numa festa de rua, ritmo quente, balançando pra lá e pra cá, cervejinha gelada...Acho importante dizer como cheguei nessa festa; pedi a minha mãe para ir a festa de uma amiga, na hora de cortar o bolo, decidimos que não, ninguém fazia 18 anos impunemente, então decidimos ir para uma festa de rua em outro município. Cortamos o bolo pela manhã, quando chegamos. Voltando ao ponto anterior, troca de olhares sem fim, até que ele se aproximou e vieram os galanteios, o papo mole...Eu, querendo me envolver, mesmo tímida deixei fluir. Eu sabia onde o encontrar, e por este motivo, ia toda semana ao mesmo local. O flerte durou cerca de dois meses, até que finalmente rolou o primeiro beijo. Neste momento, caiu uma chuva torrencial, que foi entendida por mim, como um sinal dos céus, seria este o homem da minha vida? Na semana seguinte nos encontramos novamente, os beijos ficam mais quentes, até que ele decide nos levar para um lugar mais reservado. Deixei-me guiar pelo homem experiente e entramos em um prédio metade comercial, metade residencial e fomos para a escada de incêndio.
Os amassos foram ficando cada vez mais intensos quando de repente, espantado ele pergunta:
Você é virgem?
Eu, meio tímida, respondi positivamente com um aceno.
Por algum motivo, ele decide então ir em bora, e segue a passos largos para o local onde havíamos nos encontrado. Os carinhos ficam menos intensos, talvez por conta do público, penso. Ao fim do evento, ele carinhosamente faz questão de me levar até o ônibus e no caminho aproveita para conversar, e pedir o número de meu telefone. Naquela época, não se tinha telefones com facilidade, então dei o número de um orelhão e o horário em que provavelmente estaria por perto para receber a ligação. Claro que não deu certo, os desencontros vieram e nos perdemos um do outro. A saudade me consumia todos os dias, achava-o por deveras especial, não podia perde-lo de vista. Decidi voltar ao local do primeiro encontro sem sucesso, porém, não conseguia mais me divertir, precisava dele. Voltei tantas vezes sem efeito, que acabei me lembrando de um comentário feito por ele em relação a sua casa; juntei o quebra cabeças, escrevi uma carta e pedi a uma amiga para levar, expliquei o máximo que sabia sobre como chegar no local e minha amiga foi. Perguntou até encontrar, mas ele não estava em casa. E daí? Achou a casa dele, a mãe dele, que recebeu prontamente a carta, que além de uma declaração de amor, continha um endereço, dessa vez para que não nos perdêssemos. Dias se seguiram, e a tristeza voltou a ocupar o lugar que outrora era da esperança. Uma semana depois, sentada em meu quintal,ela ouve uma palma em seu portão, ao olhar, viu aquele homem grande, lindo, com um sorriso largo, um príncipe. Estava acompanhado de um amigo, não confiou ir sozinho a uma lugar que não conhecia sem saber o que lhe esperava. Conversaram longamente, enquanto ela preparava um macarrão cos salsichas que ele achou delicioso. Não se perderam mais, nem ao menos se lembram de como começou o namoro, mas finalmente se enamoraram. Ele, sempre galanteador, dizendo que respeita o fato de ter uma virgem em seus braços, mas que não tem mais idade de namorar na rua, que é uma exposição desnecessária, e que podem ir para um local mais reservado, e que não aconteceria nada que ela não quisesse. Como resistir? Passaram então, em seus encontros, a dormirem em motéis, onde os desejos falavam mais alto e “brincavam” até amanhecer. Mesmo com as tentativas dele, ela não se sentia à vontade para ceder a penetração, ele respeitava isso. Dois anos depois, numa data mais que especial, ela resolveu então surpreende-lo. No meio de uma “brincadeira”, me deixei penetrar, sentindo as dores e as delícias! Estava feliz, plena e satisfeita, entreguei-me ao homem que chamava de meu, tinha certeza que não me arrependeria com o feito. Ele, romântico que só, além de preocupar-se comigo, com o momento, comprou-me flores em agradecimento ao momento mágico. Minha vida então, tornou-se o paraíso, fui por longos anos, a mulher mais feliz do mundo.

 Continua...

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